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Passeio no SESC Pompéia

Na empreitada também de aprender qual o potencial da minha pequena Canon PowerShot A510 (Se vocês procurarem, verão que é velhinha...) aproveitei que no dia 14/08 precisei ir no SESC Pompéia para uma reunião do "Um Teto para Meu País", ONG que participo, para tirar algumas fotos e conhecer de perto o projeto da Lina Bo Bardi. Abaixo vão as fotos que eu mais gostei. depois eu falo um pouquinho do projeto.

Biblioteca térrea e laje


Grande Lareira


Essa gostei muito pela criança que visivelmente se divertia


Espelho D'água "Rio São Francisco"


Biblioteca térrea

Escadas para a laje da biblioteca


Foyer para o teatro


Passarelas de concreto protendido


Ritmo


Ritmo

Lina Bo Bardi foi uma arquiteta ítalo-brasileira. Nasceu e estudou em Roma e trabalhou na Itália até 1946 onde participou ativamente do partido comunista italiano resistindo a invasão alemã. No Brasil, ela e o marido, Pietro Maria Bardi, se destacam com o envolvimento com as artes.
Em 1976  em visitas ao local da antiga fábrica de tambores dos Irmãos Mauser, que já estava abandonada, a arquiteta se impressiona por dois diferentes motivos. Arquitetônicamente, a elegante estrutura de concreto e a distribuição racional dos galpões ingleses despertam nela a vontade de preservar o desenho característico da industrialização européia de meados do séc XIX. Fora isso, tocou também a arquiteta o uso aos finais de semana pela população como ela mesma diz:
 "Não mais a elegante e solitária estrutura Hennebiqueana mas um público alegre de crianças, mães, pais, anciãos, passavam de um pavilhão a outro . Crianças corriam, jovens jogavam futebol debaixo da chuva que caía dos telhados rachados, rindo com os chutes da bola na água. As mães preparavam churrasquinhos  e sanduíches  na entrada da Rua Clélia; um teatrinho de bonecos funcionava perto da mesma, cheio de crianças. Pensei: isto tudo deve continuar"
A arquitetura de Lina Bo Bardi acreditava que a arquitetura não é feita somente pelo arquiteto mas principalmente pela população que usa o espaço projetado, por isso também, optou por usar o que chamava de "arquitetura pobre", que exprime comunicação e dignidade máxima através dos menores e humildes meios.
No projeto foram instalados Biblioteca, refeitório, um grande espaço de estar, teatro, ateliers, piscina, quadras poli-esportivas, salas multi-uso e um deck-solarium onde antes passava o córrego das Águas Pretas. O bloco das quadras e piscina que é ligado ao bloco das salas multi-uso e a caixa d'água são os elementos mais chamativos. Estes três blocos segundo Lina foram inspirados nos fortes abandonados brasileiros, daí a aparência bruta. Nas quadras o bloco foi perfurado em ambos os lados por "buracos" que providenciam a iluminação natural e a ventilação, enquandrando a vista da cidade de forma a causar estranhamento, uma separação forte entre o interno e o externo. A caixa d'água, que segue a mesma linha dura dos blocos, retrata a nova chaminé desta fábrica que hoje guarda a água ao invés de produzir fumaça, da mesma forma como a fábrica da pompéia produz hoje diversão e cultura ao invés dos antigos tambores.

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